Tinha sete anos. Era domingo e o fim da tarde se aproximava no parquinho da rua Dez. Eu aproveitava cada minuto que me restava do fim de semana. Brincávamos de pega-pega, e era a vez do Diego. Fugia a toda velocidade quando tropecei e caí de cara na calçada.
Acordei com o barulho do despertador, inconformada por haver perdido o finzinho do domingo. O sono inebriante me fazia odiar a idéia de ir à escola, ainda que adorasse estar lá com meus amigos. Quando abri os olhos não pude me mexer. Eu estava grande e havia um homem deitado do meu lado.
Era assim que me sentia todas as manhãs desde que me casei: como uma criança que tropeçou para a vida adulta.